Biografia de Joanna de Ângelis

. 12 de jan. de 2010
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São bem poucas as informações sobre a situação atual de Joanna de Ângelis na espiritualidade. Sabemos que trata-se de um Espírito de elevadíssimas aquisições espirituais e que possui profundas raízes literárias e poéticas, como podemos perceber em encarnações anteriores e através de seus livros.Poucas pessoas sabem, mas Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade quando do trabalho de implantação da Doutrina Consoladora em nosso plano. No livro "Após a Tempestade", em sua última mensagem, Joanna faz uma referência a esta tarefa nos seguintes termos:"Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, quando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino."Após a compilação e organização magistralmente elaborada por Allan Kardec, chegaram à edição final de O Evangelho Segundo o Espiritismo duas mensagens de Joanna de Ângelis, modestamente assinadas como "Um Espírito Amigo":No Cap. IX, item 7, intitulada "A Paciência", psicografada em Havre, 1862;No Cap. XVIII, itens 13 e 15, intitulada "Dar-se-á Àquele que Tem", na cidade de Bordéus, também em 1862.Quanto às suas encarnações passadas, as informações que a espiritualidade e o próprio Espírito nos permitem tomar conhecimento ainda são um pouco vagas. Dentre todas as encarnações de Joanna de Ângelis, foram permitidas a divulgação aqui em nosso plano de apenas quatro, todas marcadas pelo seu exemplo de pungente de humildade e heroísmo:Joana de Cusa, nos tempos de Cristo;nome ainda desconhecido, Itália nos tempos de Francisco de Assis;Sóror Juana Inés de La Cruz, México do século XVII ;Joana Angélica de Jesus, Brasil do século XIX;
Veja abaixo:

Joana de Cusa

. 14 de out. de 2009
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Joana era esposa de Cusa, procurador de Herodes Ântipas, o Tetrarca, governador da Galiléia nos tempos de Jesus. Seu esposo não compartilhava de sua fé naquele Homem especial, e portanto, tornou-se fonte de infortúnios e sofrimentos para Joana.
Buscou no Mestre orientações de como proceder frente a seu embate doméstico, ao que ouviu que, ao invés de segui-lO, deverira servi-lO dentro do próprio lar, tornando-se um exemplo de vivência cristã, no atendimento àquele a quem a Providência Divina lhe concedeu a oportunidade de compartilhar a existência terrena: seu esposo.
Mais tarde, tornou-se mãe. Com o passar do tempo, as atribuições foram se avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar.
Esquecendo o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão. Trabalhou até a velhice. Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por Jesus, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz.
Foi imolada em Roma, no Coliseu, a 27 de Agosto do ano de 68, por não renunciar à sua fé em Jesus, sendo então sacrificada numa fogueira junto a seu filho.
Temos conhecimento, até o presente momento, de três referências literárias existentes sobre Joana de Cusa: duas do evangelista Lucas, e uma do autor espiritual Humberto de Campos, em sua obra Boa Nova.
Na primeira referência, cap 8:2, 3, Lucas relata que Joana foi uma das mulheres seguidoras de Jesus, e que fora curada por Ele, junto com Maria Madalena, Suzana e muitas outras. Na segunda, cap. 24:10, Joana é mencionada entre as mulheres que na manhã de Páscoa encontraram vazio o sepulcro de Jesus.
O Espírito Humberto de Campos, através da mediunidade de Chico Xavier, nos oferece uma excelente fonte de informações sobre Joana de Cusa no capítulo 15 do livro Boa Nova. Veja aqui a transcrição completa do capítulo.

Discípula de Francisco de Assis

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Francisco de Assis é um dos temas preferidos por Joanna de Ângelis, muitas vezes citado em suas obras, sendo inclusive tema frequente de palestras, seminários e workshops de Divaldo Franco. Podemos abstrair daí que existe, no mínimo, uma admiração muito grande de Joanna de Ângelis pela filosofia e obra deste espírito tão único e amoroso que é Francisco de Assis.
Existem informações de que Joanna teria vivido na época de Francisco (1182-1226), sendo possível que tenha sido uma das seguidoras de Clara de Assis (1193-1252), fundadora da Ordem das Clarissas. Contudo, todas as informações referentes a esta encarnação em específico são muito vagas, o que já denota uma certa intenção de não revelar muitos detalhes pela própria Joanna ou pela Espiritualidade.
A sensível admiração de Joanna pelo missionário de Assis nos demonstra que talvez haja uma ligação maior do que nos é permitido tomar conhecimento. Mas com relação a isso, tudo o que se disser a respeito será mera especulação, pois aquilo que servir para nosso crescimento e aproveitamento moral nos será revelado no momento certo, caso contrário, dificilmente tomaremos conhecimento.

Sóror Juana Inés de La Cruz

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Joanna renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de Juana de Asbaje Y Ramirez de Santillana, filha de pai basco e mãe indígena. Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia às perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras.
Começou a fazer versos aos 5 anos. Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando: - "Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar." Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher. Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas. Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei. Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.
A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade. Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte. Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que possuia menos obrigações religiosas, podendo ali dedicar-se às letras e à ciência.
Nasceu ali a Sóror Juana Inés de La Cruz, nome religioso adotado pela jovem prodigiosa. Em sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era freqüentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências. A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era conhecida como a "Monja da Biblioteca". Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.
Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs religiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.

Sóror Joana Angélica de Jesus

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Sede Social

Endereço: Rua 800-D, n. 111 Bairro Casa Branca
88220-000 Itapema SC

Contato: joannadeangelis.se@hotmail.com

Atividades da Casa:

Terças feiras.
20 hrs.: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita.
21 hrs.: Estudo Sistematizado da Mediunidade.
Quintas feiras:
20 hrs.- Palestras Públicas, Evangelização Infantil.

Fins da Entidade

A Sociedade Espírita Joanna de Ângelis, fundada em 06 de março de 1997, declarada de utilidade pública municipal pela Lei 1766 de 28 de junho de 2000, neste Estatuto designado “Sociedade”, é uma organização religiosa, com atividades nas áreas doutrinária, assistencial, cultural, beneficente e filantrópica, com duração indeterminada e sede na cidade de Itapema/SC, no endereço, Rua 800D, nº111, bairro Casa Branca, e que tem por objeto e fins:I – o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita e no Evangelho de Jesus Cristo;II – a prática da caridade espiritual, moral e material por todos os meios ao seu alcance, dentro dos princípios da Doutrina Espírita, desenvolvendo, para tanto, atividades nas áreas assistencial, cultural, beneficente e filantrópica;III – a união solidária das sociedades espíritas e a unificação do movimento espírita.

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Que é Deus? ... " Deus é a inteligênca suprema, causa primária de todas as coisas".

Que se deve entender por infinito? ... "O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito".

Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito? ... "Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens".

Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não o está mais do que a primeira. - Allan Kardec


Arquivo

Frases Joanna de Ângelis

- Vive de tal forma que deixes pegadas luminosas no caminho percorrido, como estrelas apontando o rumo da felicidade e não deixes ninguém afastar-se de ti sem que leve um traço de bondade, ou um sinal de paz da tua vida.

- A vida são as incessantes oportunidades que surgem pela frente, jamais os insucessos que ocorreram no passado.

- Se buscas a paz do coração e alegria de viver, aprende a compreender o objetivos da tua existência.

+ frases

- Ódios demoradamente cultivados e decorrentes de erros graves vinculam os que se demoram no além-túmulo aos que se reencarnam na Terra, produzindo lamentáveis consórcios mentais de consequências imprevisíveis.

- És livre para imprimir na tua existência o padrão de felicidade ou de aflição com o qual desejas conviver.

- A bondade é um pequeno esforço do dever de retribuir com alegria todas as dádivas que o homem frui, sem dar-se conta, sem nenhum esforço, por automatismo - como o sol, a lua e as estrelas, o firmamento, o ar, as paisagens, a água, os vegetais, os animais.

- Esconde-te no silêncio da caridade, sela os lábios ao revide, luta contra as imperfeições interiores.

+ frases

- O corpo merece cuidados para ser preservado, sadio. Desprezá-lo, sob qual for o pretexto, é ato de rebeldia contra Deus, que no-lo concede com a finalidade de crescimento íntimo e elevação moral. Sem o ataviar com exageros ou viver para ele conforme fazem muitas pessoas, resguarda-o e protege-o, amando-o de forma a prolongar-lhe a existência útil. O corpo é o ‘jumentinho” que carrega a alma na Terra, conforme ensinava São Francisco de Assis, credor de ternura e afeto.

- Sem o passo inicial, ninguem vence as distâncias.

- Alimenta-te para viver, sem a gulodice que leva o homem a viver para comer. Morre-se mais de excesso ou alimentação irregular, do que pela falta de pão. O exagero e desperdício de uns respondem pela falta e escassez na mesa de outros. O alimento é benção para a existência corporal, mas as complexas misturas e extravagantes apresentações constituem paixão injustificável ou vício pernicioso. Usa o alimento com sabedoria e frugalidade para viveres por longos anos com saúde ideal.

+ frases

- Nada como o tempo. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

- Muita gente se compraz na transmissão de comentários infelizes, veiculando idéias e opiniões malsãs, tornando-se estafeta da insensatez. Permanece discreto diante dos maledicentes e injuriosos, que te testam as resistâncias, trazendo- te mensagens infames, a fim de levarem a outrem, distorcidas, as tuas palavras. O silêncio, em tais circunstâncias, é como algodão que abafa e amortece o ruido do mal em desenvolvimento. Não são teus amigos, aqueles que te trazem o lixo da notícia maldosa.

- SURGE A ERA NOVA O sol da esperança desbasta as trevas da ignorância. Pequenos grupos de servidores verdadeiros do Evangelho, no silêncio da renúncia, estão levantando os pilotis sobre os quais será erguida a Era Nova. Sem alarde, em luta ingente, esses corações convidados constituem segurança para o mundo melhor de amanhã. Não obstante o vendaval, as ameaças do desequilíbrio e o predomínio aparente das forças da violência, o bem, corno fluido de libertação, penetra todo o organismo terrestre preparando o mundo novo. Não engrossam as fileiras dos desanimados, nem aplaudem a insensatez dos perversos ou apóiam a estultícia dos vitoriosos da ilusão. Quem aprendeu a confiar em Jesus põe as suas raízes na verdade. São minoria, não, porém, grupo ao abandono. Todos os grandes ideais da humanidade surgem em pequeninos núcleos, que se alargam em gerações após gerações. O Cristianismo restaurado, por sua vez, é a doutrina do amanhã, no enfoque espírita, porque, enquanto a mensagem de Jesus teve de destruir as bases do paganismo para erguer o santuário do amor, o Espiritismo deve apenas erigir, sobre o Cristianismo, o templo luminoso da caridade. Chamados para este ministério, não duvidam, alegrando-se por ter seus nomes inscritos, como diz o Evangelho, no livro do reino dos céus e serem conhecidos do Senhor. Nossa Casa tem ação. É hoje reduto festivo, santuário que alberga Espíritos mensageiros da luz, oficina onde se trabalha, escola de educação e hospital de recuperação de vidas. Com outros Obreiros aqui temos estado, mantendo a chama da verdade acesa - como ocorria com os antigos faróis com a flama ardente, apontando a entrada dos portos e mais tarde dando notícias dos recifes e perigos do mar. Filhos da alma, nunca desistam de fazer o bem, face ao aparente triunfo do mal em desgoverno, em torno de suas vidas. Passada a tempestade, a luz volta a fulgir. A sombra é somente ausência da claridade. Não é real. Só Deus é Vida; somente o Bem é meta. Autor: Joanna de Ângelis (espírito) Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Momentos Enriquecedores